sexta-feira, 22 de maio de 2015

Quanto tempo é preciso esperar entre uma gravidez e outra?

Especialistas recomendam um intervalo de, pelo menos, 18 meses entre cada parto. Entenda

Muitas mulheres que desejam ter mais um filho se perguntam quanto tempo é preciso esperar para engravidar novamente. Mas será que existe, de fato, um intervalo ideal para ficar grávida de novo? Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC) analisou cerca de 83% das certidões de nascimento emitidas no país em 2011 para averiguar de quanto tempo é a diferença de nascimento entre um filho e outro (há um item do documento que registra o intervalo entre a presente gestação e a anterior chamado ‘‘Date of last live birth’’). Com base nos dados, pesquisadores constataram que, nos Estados Unidos, as mulheres esperam, em média, 2 anos e meio entre uma gravidez e outra. No entanto, 30% delas têm o segundo filho dentro de um intervalo inferior a 18 meses, o que não é recomendado pelos especialistas.


“O intervalo entre o nascimento de um filho e a concepção de outro é um dos fatores associados ao parto prematuro, baixo peso no nascimento e ao desenvolvimento abaixo do normal dentro do útero”, explica o obstetra Luis Fernando Leite, do Hospital e Maternidade Santa Joana (SP). Isso porque a gravidez provoca uma modificação completa do organismo da mãe, para que ela possa nutrir a criança que está crescendo: toda a energia da mulher vai primeiro para o bebê -- é como se o corpo dela desse prioridade a essa nova vida. Por isso, não é de se admirar que o organismo leve um tempo para voltar ao normal. Quando a mulher ainda não está totalmente recuperada tanto do ponto de vista físico quanto nutricional para uma nova gestação, pode haver prejuízos para a mãe e para o bebê.

Por que não é bom emendar uma gravidez na outra?

Durante a gravidez, o corpo da mulher retém uma grande quantidade de líquido e o volume de sangue circulando aumenta até 50%, o que exige um maior esforço cardiorrespiratório. Ou seja, o coração e os pulmões têm de trabalhar mais para manter todo esse sangue circulando pelo corpo e fazer o oxigênio chegar a todos os órgãos. Isso provoca certo desgaste no organismo da mulher.

Esse ritmo só volta ao normal por volta de 4 a 6 meses depois do parto. Além disso, mesmo que a grávida se alimente bem e esteja saudável, ela sempre tem um pouco de anemia e seu organismo precisa de um tempo para repor toda a quantidade de ferro depois do nascimento do bebê.

Por todos esses motivos, os especialistas só consideram que a mulher está totalmente recuperada no 9º mês após dar à luz. Depois desse tempo, em geral, os órgãos já voltaram ao devido lugar, ela já recuperou o peso e a massa magra, voltou a fazer atividade física e ganhou força e tonalidade muscular vaginal e abdominal. Esse período coincide com o resultado da pesquisa: engravidando no nono mês, a mulher daria à luz cerca de 40 semanas depois. Eis o intervalo de 18 meses entre duas gestações apontado pelos especialistas.

O tipo de parto influencia?


Uma nova gestação em um intervalo muito curto também aumenta o risco de ruptura uterina durante o trabalho de parto. “Antigamente, se acreditava que era preciso esperar dois anos entre uma gravidez e outra para a recuperação total do útero. Hoje já se sabe que de 4 a 6 meses depois do parto o orgão já recuperou 90% das suas forças, e, no caso de cesárea, a cicatriz já está bem fechada”, explica o ginecologista Paulo Gallo de Sá, professor de Ginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). A princípio, não há contraindicação para o parto normal quando a mulher passou por apenas uma cesariana. “A restrição existe quando se trata de duas ou mais cirurgias desse tipo”, completa Leite.

Vale lembrar também que na premita – como é chamado o primeiro parto - o trabalho é mais prolongado porque o útero nunca foi esticado antes. No caso de parto normal, o bebê vai dilatando a bacia, estendendo a musculatura e os tecidos da vulva até sair. Em uma segunda gestação, a dilatação acontece com mais facilidade. Além disso, a mãe costuma estar mais serena, graças à experiência anterior. Para Leite, “como a mulher já passou por todas as etapas uma vez, ela já está mais bem preparada para a segunda gravidez. Menos ansiedade e reconhecimento precoce dos sintomas mais comuns são típicos da segunda gestação”.

Esperar demais também não é bom...

Outro alerta publicado na pesquisa é que esperar mais de cinco anos para engravidar novamente também não é uma boa. “Intervalos longos podem estar associados a complicações materno-fetais por causa da idade da mãe: um intervalo de cinco anos é bastante relevante”, explica Gallo de Sá. Engravidar aos 25 tem menos complicações que aos 30; engravidar aos 30 tem menos complicações que aos 35 e engravidar aos 35, menos complicações que aos 40. Em outras palavras, cinco anos é um período bastante relevante no que diz respeito aos riscos envolvidos na gestação por conta do envelhecimento do corpo da mulher.

Qual é o impacto nas famílias?


Do ponto de vista psicológico, como um intervalo muito curto (ou muito longo) entre o nascimento dos filhos pode afetar o comportamento dos pais e das crianças? Quando a diferença de idade é pequena, as crianças têm a oportunidade de compartilhar experiências semelhantes – crescem e aprendem juntas e vivem o mesmo ciclo familiar. É normal alternarem momentos de rivalidade enquanto crescem e se tornam "mais companheiros que competidores", explica Daniella Bertoncello, psicóloga e terapeuta.

Mas tudo depende, claro, de como o pai e mãe vão mediar essa relação entre as crianças, para estimular a fraternidade e o companheirismo no lugar da disputa por afeto e atenção. Os pais devem se preparar para um período intenso de dedicação total já que, quanto menores as crianças, mais dependentes. Papinhas, vacinas, banhos... Os cuidados simultâneos com dois filhos pequenos podem ser bem desgastantes, mas a gente promete: essa fase passa.

Já, quando existe uma diferença de idade muito grande entre irmãos, a chegada de um novo membro da família é vivenciada com mais tranquilidade e menos turbulência. “Geralmente o mais velho espera por um irmão e provavelmente até pediu esse ‘presente’ algumas vezes aos pais”, conta a psicóloga. Normalmente, quando nasce um caçula depois de muitos anos, as famílias já estão em um ciclo totalmente diferente: a situação financeira costuma ser outra e os pais estão mais maduros profissional e pessoalmente. “Apesar de começarem tudo novamente, em geral, os pais estão mais maduros e conseguem se reinventar em seus papéis paterno e materno, tentando corrigir alguns ‘enganos’ e ‘falhas’ da primeira experiência”, completa Daniela.

Confira a matéria no site da revista Crescer!

Crédito: 
Thinkstock

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Mulheres acima dos 40 anos realizam sonho de ser mãe após muita luta



Infertilidade é um problema que afeta 10% dos casais — estima-se que no Estado do Rio sejam 350 mil pessoas


Rio - Se ser mãe é padecer no paraíso, para algumas mulheres que têm dificuldade em engravidar o sofrimento começa muito antes da hora de dar a luz. Foi o caso da advogada Neyla Carvalho, de 44 anos. Nos últimos oito anos, ela enfrentou uma via-crúcis para realizar o sonho de ser mãe. Diagnosticada com uma inflamação uterina, recorreu à reprodução em laboratório. Submeteu-se seis vezes à fertilização in vitro, com médicos diferentes. Todas em vão.

Recebeu injeções diárias de hormônios na barriga para estimular a ovulação e tomou antibióticos agressivos para tratar uma endometrite. O filho tão sonhado, Samuel, de 3 meses, foi gerado na sétima tentativa, quando Neyla, e o marido, o empresário Luiz Fernando, de 37 anos, já pensavam em desistir. “É muito sofrimento. Você tem que buscar forças onde nem sabe que tem para continuar”, diz Neyla, exultante com o seu primeiro Dia das Mães.

Depois de tanta luta, o domingo vai ser muito especial. “Foi um bebê muito desejado. Não tenho palavras para descrever o que estou sentindo. Só sei dizer que é uma sensação maravilhosa de plenitude”, revela.

De acordo com o médico Paulo Gallo, especialista em Reprodução Humana e responsável pela chegada de Samuel, a infertilidade é um problema que afeta 10% dos casais — estima-se que no Estado do Rio sejam 350 mil pessoas —e piora com o envelhecimento. “A maioria das mulheres acredita que poderão ser mães quando quiserem. Não é assim. Com a idade, a qualidade dos óvulos diminui e a cada ano a mulher tam menos chances de engravidar naturalmente”, explica o fertileuta.

Segundo o diretor-médico do Vida, Centro de Fertilidade da Rede D’Or, na Barra, a paciente tem o ovário estimulado e os óvulos captados. Após a fecundação, em laboratório, do óvulo com o espermatozoide do marido, o embrião é transferido para o útero da mãe. “O que nos motiva é a gratidão dos que conseguem realizar o sonho da maternidade”, diz Paulo Gallo.

Depois dos 40, 2% de chance


Adiar a maternidade é uma decisão cada vez mais comum entre mulheres que priorizam a carreira profissional ou a estabilidade nos relacionamentos amorosos. Seja qual for o motivo, o fato é que, com o passar do tempo, a idade vai se tornando o maior obstáculo para quem sonha ter filhos. Segundo o médico especialista em Reprodução Humana Paulo Gallo, aos 30 anos, as chances de uma mulher engravidar são de 20% ao mês.

Com o passar dos anos, a probabilidade de engravidar naturalmente diminui drasticamente. Quem tem mais de 40 anos conta com apenas 2% de chances todo mês de gerar um filho com os próprios óvulos. Na fertilização in vitro, a probabilidade varia de 5% a 10%. No Rio, não existe serviço de reprodução assistida na rede pública. Cada tentativa de fertilização pode custar quase o preço de um carro popular — R$ 20 mil a R$ 25 mil — incluindo despesas com clínicas e medicamentos.

Confira a matéria no site do Jornal O Dia

Crédito da imagem: Fernando Souza / Agência O Dia

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Mulheres ignoram efeitos do envelhecimento sobre a fertilidade



Não é de hoje a luta das mulheres pelos mesmos direitos que os homens em relação às condições de trabalho. Buscando independência socioeconômica, o número de mulheres chefiando a família tem aumentado, levando muitas vezes ao adiamento da gravidez. Ou seja, o planejamento familiar passa a ser pensado somente quando a mulher está próxima dos 40 anos, e não durante seu período mais fértil.

Segundo o IBGE, a taxa de fecundidade da população na década de 1970 era de 5,8 filhos, enquanto que hoje caiu para 2,1 filhos. Esse tipo de declínio é extremamente alarmante e pode causar danos sociais severos. Dessa maneira, muitos casais sonham em ter filhos mas, devido à idade da mulher, a família não pode ser formada. Algumas pessoas até desenvolvem doenças e síndromes psíquicas e depressões, o que pode muitas vezes levar ao divórcio.

Um estudo publicado em 2002 informou que cerca de 1200 executivas norte-americanas não tinham noção do impacto que o envelhecimento causa na capacidade reprodutiva feminina. A fertilidade da mulher passa a diminuir de forma gradativa a partir dos 25 anos.

Os óvulos são formados ainda na fase intrauterina. Isso mesmo: um feto possui cerca de 7 milhões de óvulos. A mulher os vai perdendo gradativamente ao longo do nascimento, puberdade e fase adulta. 

Quando a mulher chega aos 40 anos, 80% dos gametas restantes já começam a apresentar alguma anormalidade, ou tendência a apresentar algum problema. Isso faz com que ela tenha apenas 5% de chance de engravidar. E, aos 45 anos, as chances são de apenas 1%.

A gravidez não acontece de forma tão simples quanto parece. Os casos de infertilidade estão presentes em cerca de 15% a 20% dos casais. Dentro desse universo, 35% está relacionado às mulheres, 35% aos homens, 20% aos dois e, nos 10% restantes, o problema é desconhecido. 

Dois dos métodos mais famosos e eficazes para contornar o problema é a fertilização in vitro e transferência de embriões. Quanto mais cedo a mulher procurar por esse tipo de tratamento, maiores são as chances de sucesso. Além disso, é possível diagnosticar possíveis alterações genéticas e cromossômicas nos embriões antes deles serem implantados no útero.

Muitas ONGs incentivam o planejamento familiar. Porém, a dificuldade em engravidar também se tornou um problema público, e resulta em danos à qualidade de vida da sociedade como um todo. Existem alternativas para quem pensa em uma gravidez mais tardia, mas a população deve ser informada quanto a elas.

Confira a matéria no Portal Centro Oeste de Notícias

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Pesticidas de frutas e legumes podem agravar problemas de infertilidade masculina



Um estudo realizado nos EUA vem confirmar o que já se sabia de estudos anteriores, sobre a exposição a pesticidas (por razões de trabalho, por exemplo), mas desta vez focando-se no seu consumo.

Os investigadores publicaram agora um novo estudo na revista Human Reproduction que afirma que, para além da exposição, o consumo de frutas e vegetais de produção não biológica (e com elevados níveis de pesticidas) pode provocar uma contagem de espermatozóides baixa e esperma com menor qualidade.

O estudo foi realizado com 338 amostras de esperma de 155 homens que receberam tratamento numa clínica de fertilidade de Boston entre 2007 e 2012. A dieta dos participantes no estudo foi avaliada com base na frequência de consumo e legumes e frutas. Estes foram catalogados em 2 grupos diferentes (níveis "alto" e "baixo a moderado"), segundo os índices de resíduos de pesticidas que apresentam, com base nas diretivas do Programa de Dados sobre Pesticidas (PDP) do Departmento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Entre os legumes e as frutas com menor índice de resíduos de pesticidas estão as ervilhas, os feijões, as cebolas e as toranjas. Pimentos, espinafres, morangos, maçãs e pêras são alguns dos que têm mais resíduos de pesticidas.

Os homens que afirmaram comer menos frutas e legumes com elevados índices de resíduos de pesticidas tinham um valor de contagem de esperma total bastante superior (49%) ao valor dos que disseram comer mais.

No entanto, os investigadores reforçam que estes resultados foram obtidos em homens que já tinham problemas de infertilidade diagnosticados. O consumo de frutas e legumes não deve ser reduzido drasticamente, porque isso traria outras consequências.

Confira a matéria no Portal Visão

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Muito sexo pode atrapalhar quem quer engravidar. Entenda



Pressão psicológica é outro fator importantíssimo na luta pela gestação


Recentemente, no reality show Keeping Up With The Kardashians, a socialite Kim Kardashian afirmou que foi alertada pelo seu médico de que estaria fazendo sexo demais com o marido, o rapper Kanye West, na tentativa de uma segunda gravidez.

Parece estranho pensar que excesso de relações sexuais – exatamente aquilo que é preciso ocorrer para que as mulheres engravidem – possa acabar frustrando as tentativas de aumentar a família. Segundo a diretora-médica do Centro de Fertilidade da Rede D'Or, Maria Cecília Erthal, do ponto de vista médico, ao tentar engravidar, não é necessário transar todos os dias, pois o sêmen fica mais fraco, perdendo a eficácia. “Eles não se recompõem de uma maneira rápida”, explica.

Portanto, a indicação dos especialistas é que o casal tenha de três a quatro relações sexuais durante o intervalo que compreende do décimo ao 16º dia do ciclo menstrual, que corresponde ao período fértil. “Um dia sim outro não é suficiente. No mês seguinte, eles devem tentar da mesma forma”, orienta Maria Cecília.

Uma orientação importante que pode ajudar a mulher a identificar melhor seu período fértil é observar a vinda daquela secreção gelatinosa e transparente que ocorre cerca de 48 a 24 horas antes da ovulação. Além disso, atualmente, existem exames que podem identificar o momento com mais precisão.

Outros vilões contra a gravidez


Outro problema pode ser a pressão psicológica. “Vida sexual não é só para reprodução. Os dois precisam estar interessados. Quando é forçado, por obrigação, não é prazer e amor. Isso interfere sim na vida do casal”, aponta Maria Cecília. E, se você já teve um filho, não deve se preocupar com o mito de que a probabilidade de uma nova gestação é menor. “Ao contrário, dizem que ela abre as portas da fertilidade. É como se o útero tivesse aceitado a situação da gravidez”, conta a médica.

Quando procurar ajuda

A partir do momento em que o casal foca nas tentativas de engravidar, parando com os métodos contraceptivos, os especialistas afirmam que, se a gestação não acontecer em seis meses, é necessário procurar o médico. “Isso deve acontecer não visando um tratamento, mas, sim, uma investigação”, alerta. Essa indicação é válida para os casais com mais de 30 anos. “Se for mais jovem, pode esperar um ano”, indica.

Os especialistas lembram ainda que o ácido fólico (vitamina que pertence ao complexo B e evita a malformação fetal) deve ser introduzido na rotina feminina três meses antes do início das tentativas. Com tranquilidade e aumento na qualidade de vida (diminuição da cafeína, álcool e nicotina), a gestação virá de forma natural. Para se ter mais um bebê, o planejamento não deve ser só financeiro. “É bom fazer os exames básicos, tomar as vacinas certas e se planejar”, fala Maria Cecília.

Confira matéria no portal Daqui Dali

quarta-feira, 25 de março de 2015

Apesar de atingir 7 milhões de brasileiras, a endometriose ainda é desconhecida



Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou dados alarmantes, cerca de 180 milhões de mulheres no mundo sofrem de endometriose. No Brasil, a doença afeta de 10% a 15% das mulheres em fase reprodutiva, ou seja, cerca de 7 milhões de brasileiras. Mas o problema maior está num outro levantamento, realizado pela Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE) em 2014, que aponta que 53% das entrevistadas desconhecem a endometriose.

Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o desconhecimento vem justamente da ausência de sintomas peculiares, uma vez que são facilmente confundidos com cólicas menstruais, rotineiras e frequentes em muitas mulheres, mas diferente desta, a endometriose é uma das principais causas de infertilidade e não tem cura, porém existe tratamento e com o diagnóstico precoce é possível ter controle sobre a doença e até pensar em gestação.

A endometriose é uma doença inflamatória que ocorre quando o tecido que reveste o útero (conhecido como endométrio), se expande fora dele, chegando a lugares onde não deveria crescer, como os ovários e a cavidade abdominal. Esse distúrbio pode surgir a partir da primeira menstruação e por isso, recomenda-se também atenção às adolescentes.

Ainda não se conhece exatamente o porquê a endometriose se desenvolve, mas é sabido que fatores imunológicos, genéticos e hormonais estão associados ao surgimento doença. Clinicamente, na maioria dos casos, 44% das mulheres leva cerca de cinco anos reclamando sobre dores e desconfortos até chegar o diagnóstico definitivo.

Sintomas


Dores pélvicas e durante a relação sexual, menstruações dolorosas, fluxo intenso e alterações no hábito intestinal (diarreia ou obstipação) e urinário indicam a possível presença dessa patologia.

O Dr. Mauricio Abrão, professor associado do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e responsável pelo Setor de Endometriose do Hospital das Clínicas da USP alerta que “Mulheres que passam mais de um ano tentando engravidar e não conseguem, podem ter endometriose devido à alteração nas trompas (obstrução), ovulações imperfeitas, piora na qualidade dos óvulos ou a presença de agentes inflamatórios que dificultam a fecundação do óvulo. Com o diagnóstico precoce, elas têm opções de tratamento que minimizam os impactos no bem-estar diário e possibilita a programação de uma gravidez com tranquilidade. Em caso tardio, as trompas, que são responsáveis por conduzir o óvulo ao útero podem ser comprometidas e os hormônios e o sistema imunológico serem alterados, dificultando uma gravidez”.

Maternidade e tratamento


Segundo dados da Febrasgo, de 30 a 50% das mulheres com endometriose podem ter dificuldade de engravidar, mas apesar da complexidade da doença, para as que sonham em realizar o desejo de serem mães, é possível. Entre as opções de tratamento clínico mais utilizadas está o uso de pílulas contraceptivas orais que reduzem a cólica menstrual e a dor pélvica. No Brasil, é possível encontrar o dienogeste, primeiro tratamento clínico de longo prazo, ministrado por via oral com dose única diária, indicado especificamente paraendometriose.

Assim como a maioria das questões relacionadas à saúde da mulher, a melhor forma de prevenir a endometrioseé com a conscientização para que se chegue ao diagnóstico precoce. Embora ainda não exista a cura da doença, o tratamento disponível possibilita uma rotina com qualidade de vida, bem-estar e planejamento familiar para a realização da maternidade.

Confira a matéria no site Capital News

quarta-feira, 18 de março de 2015

5 cuidados para aliviar os sintomas e incômodos da TPM


Cansaço, irritabilidade, inchaço, dor de cabeça e cólica são alguns dos sintomas mais comuns da tensão pré-menstrual - a velha conhecida TPM, que boa parte das mulheres enfrentam uma vez por mês. Esse conjunto de sentimentos e sintomas físicos aparecem na segunda metade do clico menstrual, como explica a ginecologista Ana Lucia Beltrame. "O início da TPM varia de acordo com cada ciclo, mas frequentemente acontece na semana que antecede a menstruação." Ainda segundo a doutora, é importante reforçar que os sintomas melhoram com o início da menstruação, diferente de alguns transtornos de ansiedade e depressão não relacionados com a menstruação e que podem ser confundidos com a TPM. Alguns cuidados, como atividades físicas ou mesmo diminuir a quantidade sal na comida, podem ajudar a controlar os sintomas desta tensão. Veja abaixo:

1. PRATICAR ESPORTES

“A prática de atividades física promove a liberação de endorfinas, substâncias que atuam como um ‘antidepressivo natural’, causando bem estar e promovendo alívio dos sintomas da TPM”, explica Ana Lucia Beltrame, que sugere os exercícios aeróbicos como os mais eficazes.

2. DIMINUIR A QUANTIDADE DE SAL E CAFEÍNA

"A redução do sal diminui a retenção de líquidos, muito comum nesta fase, reduzindo o mal estar e o inchaço. Já a cafeína é um estimulante e sua a redução ajuda a diminuir a ansiedade desta fase”, diz a doutora.

3. DORMIR BEM

"A privação do sono está relacionada ao aumento de estresse e ansiedade." Por isso, ter uma noite de sono tranquila é importante para se sentir bem, principalmente nesses dias em que os hormônios estão à flor da pele.

4. ORGANIZAR A CARGA DE TRABALHO

"Os sintomas da TPM, principalmente os psicológicos, normalmente são uma exacerbação do estado emocional da paciente." Isso não significa abandonar o trabalho nesses dias, apenas que organizar a sua rotina e evitar alguns desgastes vai te ajudar a se sentir melhor.

5. CONTROLAR A CÓLICA

A cólica é um dos sintomas recorrentes durante a TPM e a menstruação e causa mal estar físico, que somado ao psicológico pode levar qualquer mulher a um ataque de nervos. “Invista na ingestão de chá, pois em uma crise de cólica, ele faz muito bem, sobretudo o de canela, uma especiaria anti-inflamatória, que ajuda a amenizar a dor. Os chás de hortelã e erva-cidreira também, pois têm um efeito calmante. O ideal é que sejam consumidos durante o período menstrual e também no restante do mês”, sugere a ginecologista Maria Cecília Erthal. Outro conselho da doutora Maria Cecilia é evitar a ingestão bebidas e refrigerantes à base de cola, como chá preto e outras bebidas cafeinadas. Essas substâncias podem estimular as contrações pélvicas, piorando o quadro de cólica. O chocolate também deve ser consumido com cautela, já que possui cafeína. "Opte pelo amargo, que contém triptofano e ajuda a produzir serotonina.”

Confira a matéria no site Chic.com - Gloria Kalil

Crédito da imagem: Portal Se Liga Mulher