segunda-feira, 21 de julho de 2014

Congelamento de Óvulos O que é e como é feito



CONGELAMENTO DE ÓVULOS: PARA QUE SERVE E SEUS BENEFÍCIOS

O organismo feminino funciona como um relógio biológico e indica que, entre 25 e 30 anos, é a fase mais propícia para engravidar, pois é o período mais fértil da mulher. Após essa faixa etária, a produção de óvulos vai diminuindo. Estudos apontam que aos 35 anos, a fertilidade feminina alcança a metade de chance apresentada aos 25 anos e, aos 40 anos, a possibilidade é a metade confirmada aos 35 anos. “Por isso, a paciente que pretende engravidar após os 30 anos pode recorrer ao congelamento de óvulos”, diz o ginecologista Joji Ueno .

O QUE É E COMO É FEITO O CONGELAMENTO DE ÓVULOS? 

O especialista explica que o congelamento de óvulos, também chamado de vitrificação, ocorre a partir do armazenamento das células que, no futuro, poderão ser fertilizadas em laboratório. “A técnica consiste em estimular o ovário feminino por meio de medicamentos para que haja uma produção extra de óvulos que serão ser extraídos com o manuseio de uma agulha específica guiada por ultrassonografia”, relata. O ideal é que o congelamento seja feito até os 35 anos pois, a partir dessa idade, existe uma diminuição expressiva da qualidade dos óvulos, o que pode comprometer o resultado final.

Os óvulos são tratados para que possam ser congelados, sendo que podem ficar armazenados por tempo indeterminado. “Esses óvulos ficam em recipientes isolados termicamente”, acrescenta. Ao decidir engravidar, a mulher pode solicitar o descongelamento dos óvulos que, irão passar pelo processo de Fertilização In Vitro (FIV), ou seja, serão fertilizados em laboratório e, quando for confirmada a formação dos embriões, estes poderão ser depositados no útero da paciente. “Vale ressaltar que a gravidez só é confirmada após testes específicos realizados após ser feita essa transferência. Portanto, o congelamento não é garantia de que realmente irá ter um filho”, completa o ginecologista.

Estudos recentes apontam que apenas 10% dos óvulos são perdidos durante o processo de congelamento. O método foi aperfeiçoado nos últimos anos e oferece, em média, 40% de chance de a mulher engravidar. “O risco de aborto obedece à mesma orientação para a fertilização natural, ou seja, mulheres mais velhas têm risco maior”, pontua o especialista. Com relação ao risco de gestação múltipla, o médico sugere que uma forma de atenuar essa possibilidade é restringindo o número de embriões transferidos para o útero da paciente.

BENEFÍCIOS DO CONGELAMENTO DE ÓVULOS 

No caso de desejo ou necessidade de preservar a fertilidade, como, por exemplo, pacientes com câncer que necessitam de radio ou quimioterapia, ou em casos de mulheres que desejam postergar a gravidez por motivos pessoais. Segundo Ueno, além das mulheres que pretendem adiar a gravidez, o método também pode ser uma boa opção para mulheres que serão submetidas a algum tipo de cirurgia em que parte do tecido ovariano será retirada, paciente com possibilidade de menopausa precoce ou até mulheres que terão de ser submetidas a tratamentos oncológicos, como quimioterapia ou radioterapia devido ao diagnóstico de câncer. “Neste último caso, o congelamento precisa ser feito antes do início do tratamento para não comprometer as células”, finaliza o médico.

O Vida – Centro de Fertilidade da Rede D’Or lembra que caso a mulher desista de guardar os óvulos congelados estes devem ser descartados ou doados de forma anônima. A doação de gametas ( óvulos e espermatozóides ), por determinação do Conselho Federal de Medicina, tem que ser sempre anônima.

As indicações para o congelamento de óvulos são:

1) Mulheres solteiras com pouco menos de 35 anos preocupadas com a diminuição progressiva de sua fertilidade.- Esse é um dos principais motivos que levam as mulheres a procurar o congelamento de óvulos e deve ser divulgado para que elas não percam o momento certo de realizar esse procedimento.

2) Mulheres com histórico familiar de menopausa precoce: Essa é uma indicação muito importante, principalmente para as que não pretendem engravidar antes dos trinta anos.

3) Fertilização in Vitro: Para as mulheres que tem óvulos congelados e estão com mais de 40 anos, vale muito mais a pena descongelar e fazer a fertilização in vitro com esses óvulos – que, com certeza, tem mais qualidade –, aumentando a chance de gravidez, como também diminuindo a chance de abortos e gestação com risco de alterações cromossômicas como, por exemplo, a síndrome de Down.

4) Mulheres que serão submetidas a tratamentos oncológicos.: Como tem aumentado a incidência de câncer em pessoas jovens e ainda sem filhos e, ao mesmo tempo, com o avanço das terapias oncológicas, o que se observa cada vez mais é um numero maior de pessoas que sobrevivem. A preservação da fertilidade se tornou um procedimento muito importante nessas situações. É de extrema importância que os oncologistas ofereçam esse tratamento para os pacientes com câncer, que vão se submeter à radio e ou quimioterapia, inclusive por que a perspectiva de constituir a prole reforça para essas pessoas a esperança da cura.

Confira a matéria no site Acertei Saúde

terça-feira, 15 de julho de 2014

Alimentos processados: a verdade vai muito além da embalagem


Os alimentos processados fazem parte cada dia mais das nossas vidas. Com a correria do dia-a-dia somos forçados a fazer uso de uma alimentação industrializada e mais prática. Infelizmente, somos induzidos por propagandas muito bem elaboradas que tentam nos convencer de que os alimentos prontos ou pré-preparados, além de práticos, são saudáveis e saborosos. É muito mais fácil abrir uma caixinha de suco e beber a ter que higienizar as frutas, descascá-las e batê-las no liquidificador. Claro que, na prática, ainda tem a louça depois do suco pronto.

Alimentos prontos, além da praticidade, também têm o poder de viciar. Isso mesmo. Eles ativam sensações de prazer. Porém, não possuem nutrientes e ainda são acrescidos de conservantes, corantes, edulcorantes, sabores artificiais, etc. Em alguns casos, como o do suco que usei como exemplo, as fibras são retiradas para que as mesmas não atrasem o processo de produção e envase. E para não perder a consistência depois de processados, os sucos são acrescidos de pectina, um espessante que dará ao suco uma aparência de natural e encorpada. Sem contar que o uso do espessante fará com que a quantidade de fruta seja propositalmente menor. Neste mesmo exemplo, posso citar também a quantidade de açúcar que apesar de ser muito grande, não é tão perceptível por conta da adição de acidulantes.

Alguns aditivos estão diretamente ligados ao ganho de peso e obesidade. Dentre eles podemos citar o xarope de milho, a glucose e o glutamato monossódico. A ingestão descontrolada destes aditivos provoca compulsão. Um estudo feito recentemente mostra que a redução dos anúncios de alimentos industrializados e fast foods durante a programação infantil diminuiria em cerca de 18% a obesidade nestas crianças. Alimentos processados contribuem para problemas digestivos, desejos incontroláveis e doenças crônicas. A flora bacteriana intestinal sofre agressão por parte dos alimentos processados, além de não se reproduzir por falta de alimentos naturais.

Estudos comprovam que uma dieta rica em alimentos processados podem levar a problemas de memória, alterações de humor e até depressão. Alimentos processados estão ligados diretamente a pressa e falta de tempo. Quem nunca se alimentou fazendo outra tarefa? Por essa razão, perdemos o contato com o apetite natural e acabamos comendo além do necessário e sem prestar a devida atenção no alimento que estamos ingerindo. Este hábito, além de causar obesidade, pode interferir no processo digestivo.

Alguns alimentos processados são privados de importantes nutrientes e vitaminas. Mesmo comendo uma grande quantidade de calorias a pessoa poderia ainda continuar desnutrida se optar por uma dieta abundante em alimentos industrializados. Estudos em animais mostram que, ao longo de três gerações, uma dieta deficiente provoca a interrupção da reprodução. Hoje, a infertilidade está aumentando e afetando cerca de 7,3 milhões de pessoas nos EUA e no Brasil cerca de 15 milhões de casais.

Algumas dicas para melhorar a qualidade da alimentação: 

1- Procurar fazer as refeições em casa;

2- Caso não consiga comer em casa, tente levar a sua comida para o trabalho ou faculdade;

3- Quando se alimentar fora de casa, procure pratos menos elaborados, como saladas e carnes cozidas e grelhadas;

4- Quando for cozinhar, tente usar ingredientes mais saudáveis. Fazendo trocas já estamos nos beneficiando;

5- Evite sucos e refrigerantes durante as refeições;

6- Tente fugir das sobremesas;

7- Coma frutas após o almoço. A vitamina C promove melhor aproveitamento do ferro consumido;

8- Evite barras de cereais e biscoitos, mesmo os integrais. Prefira as castanhas, nozes e amêndoas. Elas promovem saciedade e possuem vitaminas importantíssimas;

9- Beba mais água. Ela ajuda a eliminar as toxinas do organismo; 1

0- O prazer de comer um alimento processado não é maior do que o benefício de resistir ao mesmo. Pense nisso.

Luciane Peixoto – Nutricionista

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Injeções de testosterona afetam fertilidade masculina


Recomendada para homens com carência de testosterona, a terapia de reposição feita com injeções trimestrais do hormônio normaliza as taxas da substância no organismo, além de devolver a disposição, aumentar a libido, melhorar o humor e promover ganho de massa muscular. Por conta disso, muitos indivíduos saudáveis usam o medicamento sem indicação, sem saber que isso prejudica a fertilidade.

A diminuição da produção de espermatozoides — que pode chegar a zero — é um efeito colateral da testosterona de depósito, como a droga é conhecida. O problema afeta até pacientes que fazem a terapia hormonal com orientação médica. É o caso de X., de 48 anos. Há quatro, ele iniciou o tratamento para combater o desânimo, o excesso de sono e a falta de apetite sexual.

— O meu humor voltou como em um passe de mágica. Todos aqueles sintomas desapareceram e o principal, o desejo sexual, normalizou — conta X., que, no entanto, não conseguia engravidar a esposa e não entendia o motivo.

Segundo o ginecologista, obstetra e fertileuta Paulo Gallo, diretor médico do Vida – Centro de Fertilidade da Rede D’Or, homens que desejam ser pais devem conversar com o urologista para tentar tratamentos alternativos à reposição de testosterona.

Programa é reversível, diz especialista

De acordo com Gallo, baixas taxas de testosterona se devem ao processo de envelhecimento ou a fatores como traumas no testículo e caxumba:

— De três a seis meses após a interrupção do tratamento com testosterona de depósito, a produção de espermatozoides volta ao normal. Ou seja, a princípio, o problema é reversível, mas não se pode garantir que um homem que use o medicamento por muito tempo, sem prescrição, não tenha prejuízos em longo prazo. Não existem estudos sobre isso.

Segundo o urologista Fernando Lorenzini, membro do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia e médico da Universidade Federal do Paraná, pacientes que necessitam da reposição hormonal e querem ser pais devem fazer uso de remédios que vão tentar estimular a produção de testosterona pelo próprio organismo.

— O tratamento é individualizado para cada caso —diz.

Confira a matéria no site do jornal Extra

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Mais amorosos e protetores: o que acontece no organismo dos homens depois de se tornarem pais


Sempre se fala em toda a reviravolta que ocorre no organismo da mulher durante e após a gestação: afinal, ela carrega o bebê em seu ventre por nove meses e, depois, ainda vive a experiência de amamentá-lo. Mas e os homens? Saiba que a paternidade também traz alterações na química corporal deles. Seja a produção de certos hormônios ou a modificação na estrutura do cérebro, tudo é programado para que os laços com a criança e com a mãe sejam estreitados. O novo pai aprende que tem uma nova posição no mundo: irá cuidar de um outro ser e amá-lo assim que o conhecer.

A partir do fim da gestação até os primeiros meses de vida da criança, uma substância chamada ocitocina será produzida e liberada em maior quantidade no organismo masculino. E é isso que fortalece, desde o início, o vínculo do pai com o bebê. O comportamento passa a ser de maior zelo e cuidado em relação ao filho. Há também o aumento de dois neurotransmissores: a serotonina e a dopamina. Parecem nomes difíceis, mas o sentido deles é incrível – são responsáveis pela sensação de bem-estar, de felicidade e de plenitude. Depois de nove meses de expectativa, o pai se sentirá completo ao conhecer a criança.

E quando o bebê começa a chorar, de repente? A reação do homem tende a ser mais rápida e significativa depois da paternidade. Isso porque há mudanças na estrutura do cérebro que deixam os cinco sentidos (olfato, paladar, audição, tato e visão) aguçados. “O novo pai fica mais atento a tudo o que ocorre ao redor de sua família. Assim que detecta o que é potencialmente nocivo para a criança, já elabora uma resposta rápida para defendê-la”, explica Ricardo Monezi, pesquisador do Instituto de Medicina Comportamental da Unifesp (SP). A produção de testosterona, por exemplo, passa a variar mais depois que a mulher dá à luz. Quando o homem está numa situação que julga perigosa, a liberação do hormônio dispara, para que esteja preparado e proteja sua “cria”. Mas, quando está em casa, segurando o filho calmamente no colo, a testosterona se reduz e o pai fica menos agressivo e mais próximo à criança.

Há ainda uma alteração no sistema límbico, uma parte do cérebro relacionada às emoções: a tendência é que o homem fique sensível. Em casos extremos, essa ternura se exacerba a tal ponto que há o crescimento do tecido mamário e a produção de uma substância líquida na glândula da região, como se o homem fosse amamentar. Claro que, nessa situação, é preciso procurar ajuda médica - há um distúrbio da hipófise, glândula que pode provocar a alteração da prolactina (hormônio que, nas mulheres, auxilia na produção do leite). É uma patologia chamada de pseudociese, ou “falsa gravidez”.

Juntinhos 

É importante saber que todas as mudanças no organismo masculino dependem do grau de envolvimento do pai com o bebê. “A convivência é essencial. Compartilhar experiências e passar momentos juntos são atos importantes para reforçar o vínculo familiar”, diz Monezi. Dar papinha, ajudar na hora do banho e conversar colocando-se na altura dos olhos do filho são pequenos gestos, mas que ajudarão na construção do sentimento de aproximação. Mais para frente, demonstrar interesse pelo que ocorre na escola e nas atividades de lazer também são exemplos de boa convivência.

Mas e se o pai não morar na mesma casa que o bebê? Não se preocupe. Basta sempre ter o cuidado de tornar cada momento em que passarem juntos como algo intenso e especial. É preciso trocar a palavra "quantidade" por "qualidade". Dá para ficar mais próximo da criança, mesmo se a frequência de visitas não for tão grande quanto a que você deseja. E não podemos desprezar os benefícios da tecnologia: os celulares, o Skype e as redes sociais permitem que pai e filho conversem, troquem fotos, gravem mensagens de voz e até joguem à distância. Monezi aconselha: “Faça um resgate da infância e vire criança também na hora da brincadeira. Isso reforça o vínculo com a família e com a própria vida".

Confira a matéria no site da Revista Crescer

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Altos níveis de estresse prejudicam fertilidade dos homens, diz estudo


Homens estressados podem ter menos chances de terem filhos. Essa é a conclusão de um estudo publicado na revista "Fertilidade e Esterilidade", que ligou altos níveis de carga emocional a baixos índices de fertilidade.

A pesquisa observou o comportamento de 193 homens, com idades entre 38 e 49 anos. Cada um estimou o quão estressados eles estavam e revelaram eventos de suas vidas que poderiam contribuir para o estresse. Foi constatado que fatos cotidianos que elevam as cargas emocionais afetam a qualidade do sêmen, mesmo quando outros fatores foram levados em conta, como problemas de saúde e índices históricos de fertilidade do paciente.

Na publicação, o pesquisador-chefe do estudo, Pam Factor-Litvak, disse que o estresse afeta características físicas do espermatozoide. "Homens que se sentem estressados ​​são mais propensos a ter menores concentrações de esperma em sua ejaculação, e os esperma também têm mais chances de serem disformes ou com mobilidade baixa", disse.

No entanto, foram os estresses relacionados ao trabalho os responsáveis por diminuir os níveis de testosterona e afetar a saúde do sistema reprodutor masculino. Homens desempregados, por exemplo, apresentaram qualidades inferiores do sêmen em relação aos com emprego fixo.

Confira a matéria no site do jornal O Globo

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Altas taxas de colesterol prejudicam a fertilidade; saiba evitar



Uma pesquisa publicada no periódico da Sociedade Americana de Endocrinologia aponta que as altas taxas de colesterol estão prejudicando a fertilidade de homens e mulheres. O trabalho, realizado com cerca de 270 casais, notou que aqueles que demoraram a engravidar apresentavam altos índices da substância. Os pesquisadores perceberam que basta que um dos parceiros apresente os problema para dificultar a concepção.

De acordo com Tatiana Rom, nutricionista clínica do Vida – Centro de Fertilidade da Rede D’Or, muitos estudos já provaram que a má alimentação tem impacto no envelhecimento celular e na qualidade reprodutiva.

– Hormônios que atuam tanto no sistema reprodutor dos homens quanto no das mulheres precisam de gordura para desempenhar o seu papel pelo organismo. A questão é que o colesterol alto demais ou muito baixo prejudica este metabolismo e interfere diretamente na qualidade de óvulos e espermatozoides – afirma Tatiana Rom.

A nutricionista explica que o colesterol não é sempre vilão. A presença da substância no organismo é essencial na produção de hormônios e enzimas, fundamentais no bom funcionamento do organismo. O importante é manter as taxas em equilíbrio, sem sobrecarregar o sangue com a gordura, que acaba se acumulando nas paredes das artérias e aumenta o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Como controlar o colesterol 

Para equilibrar as taxas da substância, a nutricionista recomenda ingerir as gorduras de boa qualidade presentes nos seguintes alimentos:

- nozes, castanhas e amendoim sem sal
- abacate, açaí, coco e água de coco naturais
- sardinha e atum enlatados
- farinha de linhaça e aveia, acompanhando frutas e iogurtes ou adicionadas nos sucos naturais

Devem ser evitados o consumo excessivo de carnes vermelhas, frituras, embutidos e alimentos ricos em gordura como pipoca de microondas. Para auxiliar a redução das taxas de colesterol, a especialista indica o consumo de fibras presentes em legumes, frutas e verduras, além de temperos como o alho, que auxiliam na limpeza do sangue e eliminação do excesso de gordura.

Confira a matéria no Jornal Extra online

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Reprodução assistida no Brasil atinge 73% de sucesso e alcança padrão internacional


Se você não consegue engravidar pelos métodos naturais e está pensando em tentar a reprodução assistida, aqui vai uma boa notícia: a reprodução assistida no Brasil atingiu 73% de sucesso e alcançou qualidade internacional, que exige resultados entre 65% e 75%. A máxima foi constatada no 6º relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio), elaborado e divulgado pela Anvisa.

Para chegar ao resultado, o relatório analisou os números de 2012 em três categorias: o número de embriões congelados no Brasil, a taxa de clivagem (divisão celular que dá origem ao embrião) e o número de embriões doados para pesquisas com células-tronco.

Em 2012, o número de embriões congelados no Brasil foi de 32.181, vindos de 91 clínicas de reprodução humana assistida. O estado de São Paulo reúne 42,2% dos congelamentos, seguido por Rio de Janeiro, Minas Gerais e Ceará.

Com relação à taxa de clivagem - célula que, se fecundada, dará origem ao embrião, a taxa nacional ficou em 93%. Número acima dos 80% correspondentes à média nacional. Em 2012, 93.320 embriões em estágio de divisão celular foram produzidos e 34.964 embriões foram transferidos para o útero das mulheres.

Já o número de embriões doados para pesquisas com célula-tronco foi de 315, em 2012. As doações vieram de quatro estados brasileiros: 281 embriões de São Paulo, 25 do Rio de Janeiro, cinco de Minas Gerais e quatro de Goiás. Desde 2005, através da Lei de Biossegurança, a doação de embriões é autorizada para fins acadêmicos. No entanto, algumas condições determinam a doação: os embriões devem ter sido congelados até 28/03/2005, completando três anos de congelamento; ou devem pertencer a categoria de inviáveis (que tiveram seu desenvolvimento interrompido por ausência de clivagem).

No processo de reprodução assistida, as mulheres que estão tentando engravidar recebem um medicamento que contribui para o desenvolvimento dos folículos ovarianos. Cada folículo libera um óvulo, com o qual os médicos, posteriormente, farão a fertilização.

Confira a matéria no site da revista Crescer