quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Veja técnicas que preservam a fertilidade de pacientes com câncer


Ao receber a notícia de que se está com câncer, muitas pessoas acham que o plano de ser mãe ou pai terá de ser esquecido. A preocupação faz sentido. Alguns quimioterápicos podem causar infertilidade e a radioterapia, dependendo de onde for aplicada, pode também afetar a função ovariana.

Mas existe solução. Hoje, já existem técnicas que preservam a fertilidade. A maioria delas envolve a criopreservação, que é o congelamento de óvulos ou sêmen, embriões, tecido ovariano ou testicular.

O importante é avisar o oncologista já no momento do diagnóstico, porque todo o processo deve ser feito antes do início do tratamento. Veja abaixo como funciona cada tipo de procedimento:

Congelamento de óvulos ou sêmen - É a técnica mais usada. “No caso das mulheres, congela-se 10 a 12 óvulos, dependendo do estímulo que a mulher receber”, explica a ginecologista Graciela Morgado

Esse estímulo a que ela se refere é a medicação dada para a mulher ovular e, então, ter seus óvulos retirados. Quanto mais nova a mulher for, maior será o sucesso do estímulo que ela vai receber. Os óvulos devem ser mantidos congelados e armazenados até o momento em que o tratamento contra o câncer terminar e a mulher desejar ser mãe.

Já para os homens, basta coletar o sêmen como acontece num exame de espermatograma. As taxas de sucesso dessa técnica giram em torno dos 40% para homens ou mulheres.

Congelamento de embriões - Para quem já tem um parceiro(a), outra opção é congelar os embriões, que posteriormente serão implantados no útero materno. Congela-se cerca de quatro embriões, com taxa de sucesso semelhante ao congelamento de óvulos ou sêmen.

Mas há um porém envolvendo essas duas técnicas. Como elas dependem de estímulos medicamentosos hormonais, alguns desses remédios podem “alimentar” o tumor em andamento e fazer com que ele cresça mais em um curto período de tempo. Quando o oncologista avalia esse risco e não indica a indução de ovulação, outro procedimento entra em cena: o congelamento do tecido ovariano.

Congelamento do tecido ovariano - Maria Cecília Erthal, especialista em reprodução humana da Clínica Vida, centro de fertilidade da rede D’Or do Rio de Janeiro, explica que essa é ainda uma técnica experimental, usada quando há risco de avanço do câncer pela estimulação da ovulação e também em meninas pequenas, que estão com câncer e ainda não começaram a ovular. “Faz-se uma cirurgia por videolaparoscopia, como uma biópsia, e extrai-se uma parte do tecido”, explica a médica.

O mesmo vale para meninos ainda crianças: extrai-se parte do tecido testicular para preservação da fertilidade, técnica igualmente experimental. A taxa de sucesso de gravidezes por essa técnica é menor do que a de congelamento de óvulos em embriões.

A polêmica em torno dessa técnica está por que não se sabe se o tecido retirado (cerca de dois centímetros), ao ser implantado novamente, carregará ou não as células cancerosas. "E se o câncer já tinha afetado o tecido no momento da coleta? Há esse risco", explica a médica, informando que esse procedimento é feito quando não resta outro.

"Por mais que se estude os fragmentos de células para descobrir as cancerosas, se estudar todo o tecido, você o destroi e não sobra nada para congelar. Para estudar é preciso colocar fixadores, corantes, e isso faz com que ele não viva mais", explica a especialista.

Nem todo tratamento causa infertilidade 

Graciela explica que alguns quimioterápicos não causam infertilidade e, inclusive, podem até serem usados durante uma gravidez. Mas, como sempre, cada situação é individual e o oncologista é o profissional que vai decidir o melhor a ser feito.

Quando a quimioterapia não afeta os ovários, a mulher continua ovulando durante o tratamento. No caso dos medicamentos que alteram a função ovariana, é como uma menopausa precoce. Algumas mulheres, porém, voltam a ovular naturalmente depois do tratamento, mas, segundo a ginecologista, existe o risco de o óvulo estar com alguma alteração genética. O mesmo vale para os homens: depois de uma quimioterapia que afeta sua função reprodutiva, o sêmen pode sofrer alterações genéticas.

A radioterapia só prejudica os óvulos quando é feito na região da pelve ou na região dos testículos. “Na mulher, essa radioterapia é normalmente feita no câncer de útero, por exemplo”, diz a médica.

Quando o risco de falência dos órgãos reprodutores é iminente por causa da radioterapia, há ainda outra saída: esconder o ovário. Essa técnica, chamada de transposição de ovários, consiste em uma cirurgia videolaparoscópica em que o ovário é “descolado” do local em que se encontra e escondido atrás do útero ou um pouco acima da pelve, mantendo a irrigação sanguínea do local. Depois do câncer tratado, outra cirurgia traz o ovário para o lugar original.

Confira a matéria no portal iG

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Inscrições abertas para o V Simpósio de Fertilidade

Não perca nosso próximo simpósio, que acontece no dia 13 de setembro, no Rio. O evento, voltado para o público médico, é gratuito e discutirá um dos temas presentes no dia a dia dos ginecologistas que mais prejudicam a fertilidade feminina: a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). Confira a programação e se inscreva!

Veja aqui como se inscrever!







segunda-feira, 21 de julho de 2014

Congelamento de Óvulos O que é e como é feito



CONGELAMENTO DE ÓVULOS: PARA QUE SERVE E SEUS BENEFÍCIOS

O organismo feminino funciona como um relógio biológico e indica que, entre 25 e 30 anos, é a fase mais propícia para engravidar, pois é o período mais fértil da mulher. Após essa faixa etária, a produção de óvulos vai diminuindo. Estudos apontam que aos 35 anos, a fertilidade feminina alcança a metade de chance apresentada aos 25 anos e, aos 40 anos, a possibilidade é a metade confirmada aos 35 anos. “Por isso, a paciente que pretende engravidar após os 30 anos pode recorrer ao congelamento de óvulos”, diz o ginecologista Joji Ueno .

O QUE É E COMO É FEITO O CONGELAMENTO DE ÓVULOS? 

O especialista explica que o congelamento de óvulos, também chamado de vitrificação, ocorre a partir do armazenamento das células que, no futuro, poderão ser fertilizadas em laboratório. “A técnica consiste em estimular o ovário feminino por meio de medicamentos para que haja uma produção extra de óvulos que serão ser extraídos com o manuseio de uma agulha específica guiada por ultrassonografia”, relata. O ideal é que o congelamento seja feito até os 35 anos pois, a partir dessa idade, existe uma diminuição expressiva da qualidade dos óvulos, o que pode comprometer o resultado final.

Os óvulos são tratados para que possam ser congelados, sendo que podem ficar armazenados por tempo indeterminado. “Esses óvulos ficam em recipientes isolados termicamente”, acrescenta. Ao decidir engravidar, a mulher pode solicitar o descongelamento dos óvulos que, irão passar pelo processo de Fertilização In Vitro (FIV), ou seja, serão fertilizados em laboratório e, quando for confirmada a formação dos embriões, estes poderão ser depositados no útero da paciente. “Vale ressaltar que a gravidez só é confirmada após testes específicos realizados após ser feita essa transferência. Portanto, o congelamento não é garantia de que realmente irá ter um filho”, completa o ginecologista.

Estudos recentes apontam que apenas 10% dos óvulos são perdidos durante o processo de congelamento. O método foi aperfeiçoado nos últimos anos e oferece, em média, 40% de chance de a mulher engravidar. “O risco de aborto obedece à mesma orientação para a fertilização natural, ou seja, mulheres mais velhas têm risco maior”, pontua o especialista. Com relação ao risco de gestação múltipla, o médico sugere que uma forma de atenuar essa possibilidade é restringindo o número de embriões transferidos para o útero da paciente.

BENEFÍCIOS DO CONGELAMENTO DE ÓVULOS 

No caso de desejo ou necessidade de preservar a fertilidade, como, por exemplo, pacientes com câncer que necessitam de radio ou quimioterapia, ou em casos de mulheres que desejam postergar a gravidez por motivos pessoais. Segundo Ueno, além das mulheres que pretendem adiar a gravidez, o método também pode ser uma boa opção para mulheres que serão submetidas a algum tipo de cirurgia em que parte do tecido ovariano será retirada, paciente com possibilidade de menopausa precoce ou até mulheres que terão de ser submetidas a tratamentos oncológicos, como quimioterapia ou radioterapia devido ao diagnóstico de câncer. “Neste último caso, o congelamento precisa ser feito antes do início do tratamento para não comprometer as células”, finaliza o médico.

O Vida – Centro de Fertilidade da Rede D’Or lembra que caso a mulher desista de guardar os óvulos congelados estes devem ser descartados ou doados de forma anônima. A doação de gametas ( óvulos e espermatozóides ), por determinação do Conselho Federal de Medicina, tem que ser sempre anônima.

As indicações para o congelamento de óvulos são:

1) Mulheres solteiras com pouco menos de 35 anos preocupadas com a diminuição progressiva de sua fertilidade.- Esse é um dos principais motivos que levam as mulheres a procurar o congelamento de óvulos e deve ser divulgado para que elas não percam o momento certo de realizar esse procedimento.

2) Mulheres com histórico familiar de menopausa precoce: Essa é uma indicação muito importante, principalmente para as que não pretendem engravidar antes dos trinta anos.

3) Fertilização in Vitro: Para as mulheres que tem óvulos congelados e estão com mais de 40 anos, vale muito mais a pena descongelar e fazer a fertilização in vitro com esses óvulos – que, com certeza, tem mais qualidade –, aumentando a chance de gravidez, como também diminuindo a chance de abortos e gestação com risco de alterações cromossômicas como, por exemplo, a síndrome de Down.

4) Mulheres que serão submetidas a tratamentos oncológicos.: Como tem aumentado a incidência de câncer em pessoas jovens e ainda sem filhos e, ao mesmo tempo, com o avanço das terapias oncológicas, o que se observa cada vez mais é um numero maior de pessoas que sobrevivem. A preservação da fertilidade se tornou um procedimento muito importante nessas situações. É de extrema importância que os oncologistas ofereçam esse tratamento para os pacientes com câncer, que vão se submeter à radio e ou quimioterapia, inclusive por que a perspectiva de constituir a prole reforça para essas pessoas a esperança da cura.

Confira a matéria no site Acertei Saúde

terça-feira, 15 de julho de 2014

Alimentos processados: a verdade vai muito além da embalagem


Os alimentos processados fazem parte cada dia mais das nossas vidas. Com a correria do dia-a-dia somos forçados a fazer uso de uma alimentação industrializada e mais prática. Infelizmente, somos induzidos por propagandas muito bem elaboradas que tentam nos convencer de que os alimentos prontos ou pré-preparados, além de práticos, são saudáveis e saborosos. É muito mais fácil abrir uma caixinha de suco e beber a ter que higienizar as frutas, descascá-las e batê-las no liquidificador. Claro que, na prática, ainda tem a louça depois do suco pronto.

Alimentos prontos, além da praticidade, também têm o poder de viciar. Isso mesmo. Eles ativam sensações de prazer. Porém, não possuem nutrientes e ainda são acrescidos de conservantes, corantes, edulcorantes, sabores artificiais, etc. Em alguns casos, como o do suco que usei como exemplo, as fibras são retiradas para que as mesmas não atrasem o processo de produção e envase. E para não perder a consistência depois de processados, os sucos são acrescidos de pectina, um espessante que dará ao suco uma aparência de natural e encorpada. Sem contar que o uso do espessante fará com que a quantidade de fruta seja propositalmente menor. Neste mesmo exemplo, posso citar também a quantidade de açúcar que apesar de ser muito grande, não é tão perceptível por conta da adição de acidulantes.

Alguns aditivos estão diretamente ligados ao ganho de peso e obesidade. Dentre eles podemos citar o xarope de milho, a glucose e o glutamato monossódico. A ingestão descontrolada destes aditivos provoca compulsão. Um estudo feito recentemente mostra que a redução dos anúncios de alimentos industrializados e fast foods durante a programação infantil diminuiria em cerca de 18% a obesidade nestas crianças. Alimentos processados contribuem para problemas digestivos, desejos incontroláveis e doenças crônicas. A flora bacteriana intestinal sofre agressão por parte dos alimentos processados, além de não se reproduzir por falta de alimentos naturais.

Estudos comprovam que uma dieta rica em alimentos processados podem levar a problemas de memória, alterações de humor e até depressão. Alimentos processados estão ligados diretamente a pressa e falta de tempo. Quem nunca se alimentou fazendo outra tarefa? Por essa razão, perdemos o contato com o apetite natural e acabamos comendo além do necessário e sem prestar a devida atenção no alimento que estamos ingerindo. Este hábito, além de causar obesidade, pode interferir no processo digestivo.

Alguns alimentos processados são privados de importantes nutrientes e vitaminas. Mesmo comendo uma grande quantidade de calorias a pessoa poderia ainda continuar desnutrida se optar por uma dieta abundante em alimentos industrializados. Estudos em animais mostram que, ao longo de três gerações, uma dieta deficiente provoca a interrupção da reprodução. Hoje, a infertilidade está aumentando e afetando cerca de 7,3 milhões de pessoas nos EUA e no Brasil cerca de 15 milhões de casais.

Algumas dicas para melhorar a qualidade da alimentação: 

1- Procurar fazer as refeições em casa;

2- Caso não consiga comer em casa, tente levar a sua comida para o trabalho ou faculdade;

3- Quando se alimentar fora de casa, procure pratos menos elaborados, como saladas e carnes cozidas e grelhadas;

4- Quando for cozinhar, tente usar ingredientes mais saudáveis. Fazendo trocas já estamos nos beneficiando;

5- Evite sucos e refrigerantes durante as refeições;

6- Tente fugir das sobremesas;

7- Coma frutas após o almoço. A vitamina C promove melhor aproveitamento do ferro consumido;

8- Evite barras de cereais e biscoitos, mesmo os integrais. Prefira as castanhas, nozes e amêndoas. Elas promovem saciedade e possuem vitaminas importantíssimas;

9- Beba mais água. Ela ajuda a eliminar as toxinas do organismo; 1

0- O prazer de comer um alimento processado não é maior do que o benefício de resistir ao mesmo. Pense nisso.

Luciane Peixoto – Nutricionista

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Injeções de testosterona afetam fertilidade masculina


Recomendada para homens com carência de testosterona, a terapia de reposição feita com injeções trimestrais do hormônio normaliza as taxas da substância no organismo, além de devolver a disposição, aumentar a libido, melhorar o humor e promover ganho de massa muscular. Por conta disso, muitos indivíduos saudáveis usam o medicamento sem indicação, sem saber que isso prejudica a fertilidade.

A diminuição da produção de espermatozoides — que pode chegar a zero — é um efeito colateral da testosterona de depósito, como a droga é conhecida. O problema afeta até pacientes que fazem a terapia hormonal com orientação médica. É o caso de X., de 48 anos. Há quatro, ele iniciou o tratamento para combater o desânimo, o excesso de sono e a falta de apetite sexual.

— O meu humor voltou como em um passe de mágica. Todos aqueles sintomas desapareceram e o principal, o desejo sexual, normalizou — conta X., que, no entanto, não conseguia engravidar a esposa e não entendia o motivo.

Segundo o ginecologista, obstetra e fertileuta Paulo Gallo, diretor médico do Vida – Centro de Fertilidade da Rede D’Or, homens que desejam ser pais devem conversar com o urologista para tentar tratamentos alternativos à reposição de testosterona.

Programa é reversível, diz especialista

De acordo com Gallo, baixas taxas de testosterona se devem ao processo de envelhecimento ou a fatores como traumas no testículo e caxumba:

— De três a seis meses após a interrupção do tratamento com testosterona de depósito, a produção de espermatozoides volta ao normal. Ou seja, a princípio, o problema é reversível, mas não se pode garantir que um homem que use o medicamento por muito tempo, sem prescrição, não tenha prejuízos em longo prazo. Não existem estudos sobre isso.

Segundo o urologista Fernando Lorenzini, membro do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia e médico da Universidade Federal do Paraná, pacientes que necessitam da reposição hormonal e querem ser pais devem fazer uso de remédios que vão tentar estimular a produção de testosterona pelo próprio organismo.

— O tratamento é individualizado para cada caso —diz.

Confira a matéria no site do jornal Extra

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Mais amorosos e protetores: o que acontece no organismo dos homens depois de se tornarem pais


Sempre se fala em toda a reviravolta que ocorre no organismo da mulher durante e após a gestação: afinal, ela carrega o bebê em seu ventre por nove meses e, depois, ainda vive a experiência de amamentá-lo. Mas e os homens? Saiba que a paternidade também traz alterações na química corporal deles. Seja a produção de certos hormônios ou a modificação na estrutura do cérebro, tudo é programado para que os laços com a criança e com a mãe sejam estreitados. O novo pai aprende que tem uma nova posição no mundo: irá cuidar de um outro ser e amá-lo assim que o conhecer.

A partir do fim da gestação até os primeiros meses de vida da criança, uma substância chamada ocitocina será produzida e liberada em maior quantidade no organismo masculino. E é isso que fortalece, desde o início, o vínculo do pai com o bebê. O comportamento passa a ser de maior zelo e cuidado em relação ao filho. Há também o aumento de dois neurotransmissores: a serotonina e a dopamina. Parecem nomes difíceis, mas o sentido deles é incrível – são responsáveis pela sensação de bem-estar, de felicidade e de plenitude. Depois de nove meses de expectativa, o pai se sentirá completo ao conhecer a criança.

E quando o bebê começa a chorar, de repente? A reação do homem tende a ser mais rápida e significativa depois da paternidade. Isso porque há mudanças na estrutura do cérebro que deixam os cinco sentidos (olfato, paladar, audição, tato e visão) aguçados. “O novo pai fica mais atento a tudo o que ocorre ao redor de sua família. Assim que detecta o que é potencialmente nocivo para a criança, já elabora uma resposta rápida para defendê-la”, explica Ricardo Monezi, pesquisador do Instituto de Medicina Comportamental da Unifesp (SP). A produção de testosterona, por exemplo, passa a variar mais depois que a mulher dá à luz. Quando o homem está numa situação que julga perigosa, a liberação do hormônio dispara, para que esteja preparado e proteja sua “cria”. Mas, quando está em casa, segurando o filho calmamente no colo, a testosterona se reduz e o pai fica menos agressivo e mais próximo à criança.

Há ainda uma alteração no sistema límbico, uma parte do cérebro relacionada às emoções: a tendência é que o homem fique sensível. Em casos extremos, essa ternura se exacerba a tal ponto que há o crescimento do tecido mamário e a produção de uma substância líquida na glândula da região, como se o homem fosse amamentar. Claro que, nessa situação, é preciso procurar ajuda médica - há um distúrbio da hipófise, glândula que pode provocar a alteração da prolactina (hormônio que, nas mulheres, auxilia na produção do leite). É uma patologia chamada de pseudociese, ou “falsa gravidez”.

Juntinhos 

É importante saber que todas as mudanças no organismo masculino dependem do grau de envolvimento do pai com o bebê. “A convivência é essencial. Compartilhar experiências e passar momentos juntos são atos importantes para reforçar o vínculo familiar”, diz Monezi. Dar papinha, ajudar na hora do banho e conversar colocando-se na altura dos olhos do filho são pequenos gestos, mas que ajudarão na construção do sentimento de aproximação. Mais para frente, demonstrar interesse pelo que ocorre na escola e nas atividades de lazer também são exemplos de boa convivência.

Mas e se o pai não morar na mesma casa que o bebê? Não se preocupe. Basta sempre ter o cuidado de tornar cada momento em que passarem juntos como algo intenso e especial. É preciso trocar a palavra "quantidade" por "qualidade". Dá para ficar mais próximo da criança, mesmo se a frequência de visitas não for tão grande quanto a que você deseja. E não podemos desprezar os benefícios da tecnologia: os celulares, o Skype e as redes sociais permitem que pai e filho conversem, troquem fotos, gravem mensagens de voz e até joguem à distância. Monezi aconselha: “Faça um resgate da infância e vire criança também na hora da brincadeira. Isso reforça o vínculo com a família e com a própria vida".

Confira a matéria no site da Revista Crescer

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Altos níveis de estresse prejudicam fertilidade dos homens, diz estudo


Homens estressados podem ter menos chances de terem filhos. Essa é a conclusão de um estudo publicado na revista "Fertilidade e Esterilidade", que ligou altos níveis de carga emocional a baixos índices de fertilidade.

A pesquisa observou o comportamento de 193 homens, com idades entre 38 e 49 anos. Cada um estimou o quão estressados eles estavam e revelaram eventos de suas vidas que poderiam contribuir para o estresse. Foi constatado que fatos cotidianos que elevam as cargas emocionais afetam a qualidade do sêmen, mesmo quando outros fatores foram levados em conta, como problemas de saúde e índices históricos de fertilidade do paciente.

Na publicação, o pesquisador-chefe do estudo, Pam Factor-Litvak, disse que o estresse afeta características físicas do espermatozoide. "Homens que se sentem estressados ​​são mais propensos a ter menores concentrações de esperma em sua ejaculação, e os esperma também têm mais chances de serem disformes ou com mobilidade baixa", disse.

No entanto, foram os estresses relacionados ao trabalho os responsáveis por diminuir os níveis de testosterona e afetar a saúde do sistema reprodutor masculino. Homens desempregados, por exemplo, apresentaram qualidades inferiores do sêmen em relação aos com emprego fixo.

Confira a matéria no site do jornal O Globo